6 alternativas para o desenvolvimento da mobilidade em bicicletas

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A ideia para esse post surgiu em mais um deslocamento de bike para o trabalho. Estava eu em uma situação infelizmente muito comum: pedalando oprimido por carros que passavam bem perto da bicicleta, trânsito nervoso, tentando manter a calma com motoristas apressados a cada abertura de sinal.

De repente, um pensamento me veio a cabeça: “minha nossa! Tá complicado demais pedalar na cidade!”

E é verdade. Tem que ter a cabeça muito tranquila. E o pior de tudo é chegar em casa e ficar vendo no Facebook aqueles compartilhamentos de imagens que mostram como a bicicleta é respeitada nas cidades europeias. Momento onde bate aquela inveja danada, e a vontade de poder um dia experimentar uma pedalada no trânsito com um mínimo de dignidade.

E foi sonhando com a chegada deste dia que separei aqui 6 alternativas para o desenvolvimento da mobilidade em bicicletas, que poderiam melhorar bastante a vida de quem escolhe a magrela como meio de transporte. Vamos a elas!

6 alternativas para o desenvolvimento da mobilidade em bicicletas

1 –  Bike Box

Bike Box no Canadá. Via CBC News

O Bike Box é uma “caixa” desenhada no asfalto, que reserva espaço para os ciclistas á frente dos carros quando o sinal está fechado. Vi essa imagem na internet e fiquei maravilhado. Ideia simples e extremamente útil. Sempre que paro em um sinal, a hora da arrancada é sempre tensa. As motos desesperadas acelerando quando o sinal de pedestres ainda está aberto. Quando o sinal abre para os carros, parece o estouro da boiada. Isso é um dos piores problemas no trânsito aqui de Belo Horizonte (na minha opinião): a falta de paciência dos motoristas em esperar o sinal realmente abrir, esperar os pedestres terminarem de atravessar a rua, pra depois acelerar. Só é preciso tinta e educação. Bike Box já!

2 – “Onda Verde” para ciclistas

Pode parecer “frescura”, mas uma via ou trechos que privilegiem que ande de bicicleta são um adianto. O vídeo abaixo mostra o sistema na cidade de Odense, na Dinamarca. Se o ciclista se mantém a uma velocidade de 15km/h, ele pega os sinais sempre verdes. As placas luminosas junto ao meio-fio indicam que o ciclista está no ritmo certo. O sistema é conhecido como “onda verde”.

 

3 – Espaço para bicicletas em outros meios de transporte público

Trem com espaço reservado para bicicletas em Copenhagen. Via publicradiointernational.tumblr

Isso ocorre ainda muito timidamente no Brasil, nos metrôs e nas barcas (no Rio de Janeiro), além de em alguns ônibus de algumas cidades (foto abaixo). Mas estamos falando de um esquema mais profissional: vagões de trens e metrô, além de barcas e ônibus com espaços específicos para bicicletas ajudariam a integrar os meios de transporte nas cidades.

Ônibus com suporte para bicicletas em Santa cruz do Sul (RS). Via Bicicletada RN

4 – Estacionamentos para bicicletas com estrutura para ciclistas

Estacionamentos maiores, próximos aos grandes centros das cidades, com estrutura de vestiários, chuveiros e armários para os ciclistas saírem do pedal prontos para o dia de trabalho.

5 – Bicicletários em prédios públicos, shoppings, bancos, supermercados e comércio em geral

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Ainda timidamente encontrados. Quanto maior o número, mais pessoas buscarão esses serviços de bicicleta.

6 – Ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas, espaços compartilhados

Ciclovia de Sorocaba (SP). Foto: divulgação.

É preciso que sejam instalados toda essa diversidade de equipamentos e alternativas para o uso da bicicleta. Muitos. Em grande quantidade. Mas que sejam bem implementados. Que cubram rotas realmente usadas nos deslocamentos de trabalho. De preferência junto a grandes avenidas. É preciso dar opção e condições para os que querem se deslocar de bicicleta.

Olhando essas iniciativas e a realidade de pedalada de cada um, vemos que a estrutura para o ciclista está longe, muito longe do ideal. Se ainda somos vistos como “sofredores”, esperamos que um dia as coisas melhorem não é mesmo.

Que venham as mudanças!

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