Especial Bicicletas – Bicicleta reclinada

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Raptobike. Via Recliforum

O Especial Bicicletas de hoje é sobre a bicicleta reclinada e conta com a assessoria mais do que especial do Nino Coutinho. O Nino é um apaixonado por bicicletas e grande conhecedor (e pedalador!) das reclinadas. O texto de hoje é uma adaptação de uma mensagem do Nino (feita com a devida autorização dele, é claro) em uma lista de discussão da internet. Então vamos lá.

Raptobike. Via Recliforum

O importante é saber que, assim como existem vários tipos de bicicletas “normais” (mountain bike, road, touring, dobrável, bmx, full etc), também existem bicicletas reclinadas para todos os gostos, ou quase todos! Esses modelos costumam ser de 3 tipos, e variam de acordo com a posição do movimento central/pedivela da bicicleta:

1 – SWB (short-wheelbase): bicicleta reclinada com pedivela à frente do garfo/roda dianteiros

Raptobike – uma SWB com tração dianteira, guidão por cima, assento bem deitado, e com tendências a “performance”. Via http://www.teemuniskanen.com
Bike HPVelotechnik StreetMachine. Uma SWB tração traseira, guidão por baixo, assento nem deitado nem em pé, modelo touring. Via http://goingeast.ca/blog/

2 – CLWB (compact-long-wheelbase): bicicleta reclinada com pedivela em cima do garfo/roda dianteiros

Esse tipo de modelo tem sido mais comum no Brasil, como a Zöhrer EXD ou a Solyom Explorer.

 

Elcio Thenorio numa Zohrer EXD. Via Projeto Rodas Livres
Nino com sua Solyom Explorer

 

3 – LWB (long-wheelbase): bicicleta reclinada com pedivela antes do garfo/roda dianteiros

Easy Racers, uma LWB com assento mais em pé (quadro de titânio), Via http://www.bicycleman.com

 

Cada modelo desses pode apresentar muitas variações, que vão deixar as bicicletas com características que vão de modelos mais confortáveis, para cicloturismo, até modelos mais “agressivos”, voltados para performance, competições etc. Vejamos algumas delas:

Posição do guidão: pode ser por cima (variando a altura dos braços), ou por baixo (braços próximo das pernas).

Tração: pode ser traseira (como na foto da Zohrer EXD) ou dianteira (foto da Raptobike).

Ângulo de inclinação do banco: pode deixar o ciclista numa posição mais sentada (quanto mais próximo dos 90º) ou mais inclinada durante a pedalada. Quanto mais mais inclinado o banco, mais aerodinâmico fica o ciclista, e por isso, potencialmente mais rápido. Porém, o principal “efeito colateral” do banco muito inclinado é a gradual perda de visibilidade.

Altura do banco: pode deixar o centro de gravidade mais baixo (banco mais próximo do chão) ou mais alto (banco mais distante do chão)

Tamanho das rodas: os tamanhos mais comuns são aro 20″, 26″ ou 700mm (usados nas bicicletas híbridas e speeds). Podem ter as rodas traseira e dianteira no mesmo tamanho (foto da Solyom Explorer), ou então rodas maiores atrás (aro 26″ ou 700mm) e rodas dianteiras com diâmetro menor (geralmente aro 20″). Nas fotos aqui do post esses últimos são maioria.

Material da bicicleta: assim como nos modelos “tradicionais”, a bicicleta reclinada pode ser feita em diversos materiais, como por exemplo de aço, alumínio, chromoly, inox, carbono ou até bambu.

Viram só quanta coisa? Segundo o Nino, o universo das reclinadas é tão amplo quanto os das bikes tradicionais ou quem sabe maior.

Se você ficou animado e quer saber mais sobre as bicicletas reclinadas, eu recomendo o Recliforum, um fórum na internet só sobre bicicletas reclinadas com muita informação de qualidade e pessoas sempre dispostas a discutir e ajudar. E é claro, meu agradecimento especial ao Nino!

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