Por que não vim de bicicleta?

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Ciclista pedala na faixa de ônibus durante engarrafamento na hora do rush matinal em Jacarta, Indonésia (no último dia 10/11).REUTERS/Supri. Via TotallyCoolPix

Vendo esta foto eu me lembro de quando comecei a usar a bicicleta como meio de transporte, há mais de 10 anos (um dia conto essa história com calma). De lá pra cá, uma coisa permanece praticamente intacta: a sensação de estar andando livre quando se poderia estar engarrafado é simplesmente maravilhosa! Sempre penso nisso quando cogito sair pro trabalho de ônibus ou de táxi.

Agora, quando não tem jeito e eventualmente opto pelo transporte motorizado, percebi que em 99,9999% das vezes me faço a pergunta:

Por que não vim de bicicleta?

Veja alguns desses momentos crucias:

  • Quando estou há 20 minutos esperando o ônibus para mais 20 minutos de trânsito (livre) para o trabalho (na ida e na volta);
  • Quando estou há 30 minutos dentro do ônibus, engarrafado no meio do caminho, pensando nos 20 minutos que faço de bicicleta da minha casa ao trabalho;
  • Quando o ônibus fica dando voltas pelo bairro e eu penso que de bicicleta posso fazer o caminho mais rápido, ou mesmo, o caminho que eu escolho.
  • Quando estou apertado feito sardinha no ônibus, me imaginando pedalando com o vento batendo no rosto.
  • Quando estou de táxi e tenho que pagar R$ 20,00 por um percurso que poderia ter feito no mesmo tempo ou até mais rápido, e de graça.

E você? Se pergunta “por que não vim de bicicleta?” quando…

3 COMENTÁRIOS

  1. As vezes sim! Eu trabalho em dois locais. Os percursos são de 15, 24 e 30 km. Só consigo até 24 km. Já faz 30 ou 48 km/dia. Uso por enquanto uma bicicleta híbrida com sistema de PAS para ir trabalhar. Já fui no meu local de trabalho mas distante uma vez para testar mas é bem cansativo e não existe banheiro nesse local.
    Além disso ainda não tem infraestrutura suficiente por aqui. Só quem passa muita dificuldade financeira ou quem gosta muito de bicicleta que usa esse meio de transporte. Existe claro algumas exceções, situações específicas em que o trajeto casa-trabalho é contemplado por ciclovias e abre a possibilidade a público mais extenso mas isso é mais exceção do que regra!
    Isso me lembra de conversa com colegas de trabalho que me dizem frequentemente: “Se tivesse ciclovia, eu usaria a bicicleta para ir trabalhar!”

    A ideia é mais ou menos isso precisa-se de ciclovia para transformar o modal bicicleta de um modal confidencial para um modal de massa…

    Eu admito que ainda tenho um carro que uso para ir trabalhar mas eu tem uma vontade de me separar dele… Pelo menos uso a bicicleta 2 dias por semana. Isso representa 40% dos meus deslocamentos. Se todo mundo fizesse isso seria menos carros nas ruas e mais conforto nos ônibus… Mas nada é tão fácil. Aqui, o auxílio transporte de trabalhadores se transformou em auxílio transcol eletrônico, nosso sistema de ônibus. As pessoas pararam de poder vender vale-transporte, deixaram as bike e começaram a andar mais de ônibus…

    Emmanuel M. Favre-Nicolin
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com

  2. É verdade Emmanuel! Claro que as condições de infra-estrutura (chuveiro, bicicletario etc) contam muito pra escolha, mas mesmo assim a gente fica com vontade de ir de bike não é mesmo?
    Isso que você diz sobre escolher a bike em parte dos deslocamentos também acontece muito! Eventualmente eu tenho que escolher o transporte público. Já tive carro, hoje não tenho, mas pretendo sim no futuro (especialmente quando tiver filhos) ter um automóvel para utilizar em algumas situações.
    Um abraço!
    André

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