Relato: o dia em que tentaram me matar no trânsito

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Imagem do blog “gente lesa gera gente lesa”. Um carro sobre a faixa das bikes…

É um fato para esquecer… mas merece registro.

Andar de bike no trânsito de uma grande cidade como Belo Horizonte já me deixou relativamente acostumado com a falta de educação no trânsito de algumas pessoas. Respondo às buzinas e algumas irritações de motoristas com um aceno, desejo bom dia,  peço calma, e é claro, desculpas quando vejo que errei.  Por outro lado cumprimento e agradeço sempre os motoristas que respeitam a preferência, enfim, procuro lutar por um trânsito mais bacana pra todo mundo.

Mas o que aconteceu comigo hoje na ida pro trabalho não tem outro nome senão uma tentativa de homicídio por parte de um demente que transfere para seu possante automóvel as frustrações de sua vida. É isso, tentaram me matar no trânsito.

Estava eu andando na direita na Avenida Brasil, em boa velocidade, quando sou fechado com violência por esse carro que desejava fazer uma conversão a direita. Bastava esperar  algo em torno de meio segundo (no máximo), pois não estava no cantinho, e sim deixando o espaço livre para conversão. O carro acelerou “por fora” e ao mesmo tempo que foi me ultrapassando foi me fechando, passando muito, muito perto mesmo. Junto a essa demonstração de força fui presenteado com o dedo médio do infeliz em riste.

Me senti violentado (não pelo dedo médio, mas como cidadão). Não consegui xingar ou fazer quase nada, apenas gritar um “tá maluco mermão!” no melhor estilo aprendido nos dois anos de vida no Rio de Janeiro. Lembrei que tinha me afastado do automóvel quando vi que estava me aproximando desse tipo de mentalidade.

Como disse, merece registro mais pelo desabafo. Não gosto de generalizar, pois a despeito de algumas buzinas e lutas por espaço no trânsito, fazia muito tempo que isso não acontecia.

Mas infelizmente ainda acontece.

5 COMENTÁRIOS

  1. Eu pedalo todos os dias, mas um dia desses , fiquei admirada, um motociclista buzinou e me deu passagem, achei muito legal porque nem todos dão passagem. Tenho que respeitar o pedestre, entao, evito a calçada e sei que devo andar é no asfalto. Um dia pedalando, estava entre duas filas de carro, ao sair pra direita vi varias motos que estavam atrás de mim. Depende do lugar onde estou sou respeitada. Como tenho um horario todos os dias , acho que muitos ja acostumaram a me ver no transito. Eu adoro pedalar, não importa o transito, basta eu pedalar com tranquilidade e prestar atençao nos malucos. Penso que pedalar é um direito de ir e vir e isso estou fazendo, nao espero unir um grupo de ciclistas pra andar uma vez por semana. todo dia é dia.

  2. Infeliz e desconcertante o relato. Saí (infelizmente) do mundo das duas rodas a algum tempo atrás, mas hoje, como motorista, tento fazer minha parte, mas o que vejo é o mundo cada vez mais violento. Um cara desses merecia ter a carteira cancelada, ele não é motorista, é um delinquente.

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