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Pedalada no Vale dos Templos

Por Márcio Oliveira Brito

Em um domingo ensolarado planejei fazer uma pedalada ao Vale dos Templos, em Itapecerica da Serra. O plano seria ir pela área urbana e voltar pela estrada que liga Itapecerica da Serra a Embu-Guaçú, fazendo todo o trajeto em forma de círculo.

Bicicleta e acessórios verificados, parti para o centro de Itapecerica da Serra, onde encontrei as placas indicando o caminho para o Vale dos Templos e Kinkaku-ji.

O Vale dos Templos Kinkaku-ji.

O Kinkaku-ji do Brasil é uma réplica do templo Kinkaku-ji japonês de mesmo nome construído no século XIV e assim como seu modelo, o Kinkaku-ji é entornado por um lago povoado por carpas coloridas. Diferentemente do seu modelo japonês, o Kinkaku-ji do Brasil é um templo ecumênico e um cinerário, ao passo que o Kinkaku-ji japonês é um templo de orientação zen-budista. Em seu interior, além de vários columbários, há salas onde se realizam cerimônias ecumênicas como missas, batismos e casamento. Com uma certa frequência, realizam-se cerimônias fúnebres pós-cremação, seguindo o rito japonês e o costume de preservar as cinzas dos seus ancestrais.

Pedalei aproximadamente 2 km em estrada asfaltada e entrei numa estrada de terra ladeada por bastante vegetação e algumas poucas casas. O caminho é relativamente curto e depois de mais 2 km de pedalada na estrada de terra, peguei uma subida pavimentada bem inclinada e, no meio da subida, entrei numa estradinha à direita, com uma placa escrita “Enko-ji”.

Para entrar pela porta principal do Kinkaku-ji teria que ter continuado a subida até o final, mas como iria voltar por outro caminho, optei entrar pela porteira do outro lado do Kinkaku-ji, onde também entram os veículos. Por isso peguei a estradinha à direita que, primeiro sobe e depois desce bastante, contornando o Kinkaku-ji, saindo no portão dos fundos, onde fica o lago e o templo Enko-ji.

Chegando ao Kinkaku-ji, fiz um lanche, tirei algumas fotos e fiquei por um bom tempo contemplando a paisagem e os templos.

Vale dos Templos

Pedalando no Vale dos Templos. Foto: acervo pessoal Marcio Oliveira Brito

Terminada a visita, adentrei em uma estrada bem estreita e ladeada por uma mata densa. O percurso também é curto, mas muito prazeroso por causa da vegetação exuberante, dos lagos naturais e do cantar dos pássaros. Pedalei por 2 km e saí novamente numa rua asfaltada, porém com uma subida muito pesada. Vencido o desafio, saí no topo de um morro onde tive uma vista privilegiada de Itapecerica da Serra, Embu-Guaçú, da Represa do Guarapiranga, da zona sul e zona oeste da capital paulista e até da Avenida Paulista…

Após um tempo de contemplação, retomei a pedalada. Entrei no km 39 da Estrada Bento Roger Domingues. De lá para o centro de Itapecerica da Serra são aproximadamente 3,5 km. A estrada é bastante percorrida por caminhões, mas como nesse trecho há acostamento, não corri riscos desnecessários para chegar ao final do meu roteiro.
Essa foi fácil, mas não menos prazerosa!


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