Cicloturismo pelos Vales da Serra da Canastra

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Cicloturismo pelos Vales da Serra da Canastra
Admirando o Vale dos Canteiros. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas

Por Rômulo Forca Freitas

Era o último final de semana de maio de 2014 e a expectativa por nossa viagem à Serra da Canastra tinha chegado ao fim, chegara o dia de nossa partida.

Após embarcamos as bikes em nossa carretinha de 2 andares engatada em uma van, saímos de Uberlândia por volta das 17:00 da sexta feira e seguimos viagem rumo a São João Batista do
Glória(SJBG), sul de Minas Gerais. Éramos 15, sendo 3 casais e o restante solteiros.

Chegando em SJBG por volta das 21:30 ainda teríamos que percorrer mais 24 Km em estrada de terra até a Pousada Canteiros, onde faríamos nossa primeiro pernoite. Esta uma antiga fazenda de propriedade do Sr. Pereira, encravada no meio do belíssimo Vale dos Canteiros, hoje transformada em uma confortável pousada.

Portal de entrada da Pousada Canteiros. Foto: Acervo pessoal Rômulo Freitas
Portal de entrada da Pousada Canteiros. Foto: Acervo pessoal Rômulo Freitas

O primeiro dia de pedal

Já no sábado, levantamos bem cedo e após o delicioso e farto café da manhã desembarcamos as bikes e iniciamos o pedal, acompanhados por nosso carro de apoio, que além de nossas bagagens
carregava também água gelada, repositor e frutas. Logo de cara nosso mecânico, o Derson, teve que resolver o problema de uma bike cuja corrente partiu.

Mecânico consertando a bike, carro de apoio a espera. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.
Mecânico consertando a bike, carro de apoio a espera. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Depois do conserto seguimos o nosso pedal através do Vale dos Canteiros, de altimetria quase plana, com belas paisagens que valem a parada para admiração.

Cicloturismo Vales da Serra da Canastra
Admirando o Vale dos Canteiros. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Após 13 Km chegamos ao Rio Quilombo, que tivemos que atravessar antes de ter acesso à cachoeira de mesmo nome.

Rio Quilombo
Travessia do Rio Quilombo. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Após atravessarmos o rio seguimos a pé entre as pedras margeando o mesmo e contornando um pequeno morro, atrás do qual se descortina a magnífica Cachoeira do Quilombo, segunda maior da região, depois da Casca D’Anta.

Cachoeira do Quilombo
Cachoeira do Quilombo. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Depois de um revigorante banho “gelaaado” na cachoeira seguimos pedalando, agora por uma íngreme subida de aproximadamente 1 Km, que ascende ao Vale da Babilônia.

Cicloturismo vales da Serra da Canastra
Vale da Babilônia. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Seguimos então através deste bonito vale, também com altimetria quase plana, por cerca de 24 Km até a Pousada da Vanda, onde faríamos nosso segundo pernoite. Entretanto, no meio deste trajeto um episódio interessante ocorreu. Os que estavam à frente do grupo viram um tamanduá à beira da trilha e na ânsia de chegar mais perto e sacar a máquina fotográfica para a foto acabaram trombando as bikes e caíram. Resultado, lá se foi o tamanduá sem ser fotografado, mas o bom é que ninguém se machucou gravemente, ainda bem!

Chegando na Pousada da Vanda, uma rústica pousada rural ao “pé” da Serra Branca, que serve de apoio aos ecoturistas da região, “atacamos” um delicioso almoço da típica comida mineira e
descansamos um pouco. No fim da tarde nos reunimos ao redor da mesa de refeições e ali ficamos proseando e degustando de algumas garrafas de vinho que o Fabão tinha levado, embalados pela
música do Gerson que levou seu violão. Fomos dormir cedo porque o dia seguinte seria de intenso pedal.

Pousada da Vanda
Pousada da Vanda. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

O segundo dia de pedal

No dia seguinte durante o café da manhã o comentário geral era sobre o desafio que teríamos que enfrentar, a subida da Serra Branca, que se mostrava logo ali à frente, imponente e desafiadora, com seu piso branco de areia calcária. São 2 Km de subida íngreme que alguns venceram pedalando, outros tendo que empurrar em certos trechos, mas ao final a sensação de superação é tremenda.

Serra Branca
Subida da Serra Branca. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Dali seguimos pedalando por estrada de cascalho que alterna moderadas subidas e descidas por cerca de 10 Km culminando no Morro do Carvão, onde há um mirante do qual já se pode ver o paredão do morro da Canastra com uma “pequena garganta”, visto daquela distância, por onde despenca a Casca D’Anta.

Morro do Carvão
Morro do Carvão. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Descendo do Carvão chega-se ao Vale da Canastra e daí em diante prossegue-se por cerca de 8 Km com altimetria plana até a portaria da Casca D’Anta do Parque Nacional da Serra da Canastra. Pagamos a entrada e seguimos dentro do parque margeando o Rio São Francisco por cerca de 2 Km até a base da Casca D’Anta e ali ficamos boquiabertos e estupefatos apreciando tão magnífica obra da natureza. Uma esplendida queda d’agua com 160m de altura que ao tocar o lago promove um barulho que nos estremece de emoção. E assim terminou este nosso inesquecível pedal-aventura à Serra da Canastra.

Cachoeira Casca D’Anta
Cachoeira Casca D’Anta. Foto: acervo pessoal Rômulo Freitas.

Para visitar a Serra da Canastra

Melhor época: de abril a setembro, fora do período chuvoso. Nos meses de chuva os locais ficam de difícil acesso.
Veículo: melhor se for 4×4, veículos de passeio não são recomendáveis.
Quem leva: a PedaLLa cicloturismo de Uberlândia-MG faz este e outros roteiros para a Serra da Canastra nos meses de maio e julho – http://www.PedaLLa.com.br

HOSPEDAGEM NA SERRA DA CANASTRA

Se você vai pedalar pelas cidades desse roteiro, pode consultar campings, hostels, pousadas e hotéis nos links abaixo:

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1 COMENTÁRIO

  1. Excelente matéria, vamos realizar este pedal neste feriado de Tiradentes e após esta leitura a expectativa ficou muito maior!

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