Escalada dos Andes de Bike

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A escalada dos Andes de bike.
A escalada dos Andes de bike. Foto: acervo pessoal Tinho Barreto

Por Tinho Barreto

Depois de uma corrida de MTB, eu e mais 4 amigos (Kellyton, Da Silva, Castelo e Alexandre) fomos assar uma carne e tomar uma banho de piscina pra descontrair. Dai, papo vai papo vem, surgiu o assunto (vamos escalar as cordilheiras dos andes peruano de bike?). Isso foi no dia 18 de agosto de 2015. E ali mesmo traçamos os roteiros e já definimos a data de partida, que foi 24 de agosto de 2015.

Saímos as 4 hora da manhã de carro, levando as bikes a cidade de Quince Mil, que está a 1500m de altitude acima do nível do mar. Onde pernoitamos a beira da estrada no estacionamento aberto do posto de pedágio. No dia seguinte por volta das 6 horas da manhã começamos a desmontar as barracas, tomamos um café reforçado e demos início a nossa aventura que ficou denominada como: ESCALADA DOS ANDES DE BIKE e o nome da nossa equipe é OS CAÇADORES DE AVENTURAS.

Nosso objetivo era chegar na parte mais alta da montanha que está a 4728m de altitude. Sabíamos que encontraríamos muitos obstáculos pelo caminho como por exemplo:

  • mais de 60km de subidas ininterruptas algumas delas com o grau de elevação altíssimos que passaram facilmente dos 40%, a baixa temperatura
  • vento forte
  • falta de oxigênio entre outros

Levamos para nossa alimentação macarrão instantâneo, barras de cereais, doces e frutas. Para a nossa aventura não ficar cara, optamos em fazer as nossas refeições na beira da estrada e dormir em acampamentos também a beira da estrada.

A Escalada dos Andes de Bike

A escalada dos Andes de bike.
Pedalando nas nuvens – A escalada dos Andes de bike. Foto: acervo pessoal Tinho Barreto

No nosso primeiro dia de pedal completamos aproximadamente 59 km, mais ou menos 5 a 7 horas pedalando. Nesse dia chegamos na cidade de Marcapa, que está a 3.150m de altitude em relação ao nível do mar. Então, procuramos um lugar seguro para montar nosso acampamento. Por volta das 15/16h a temperatura já estava 0c°. Cheguei passando muito mal, pois estava com soroche, que quer dizer “mal da montanha ou da altitude” (dificuldade de respirar, aumento da pressão na cabeça e nos olhos e tonturas).

Enquanto sofria, meus amigos trataram de montar as barracas, acender a fogueira para que a gente pudesse se aquecer e preparar o nosso jantar. Com menos de duas horas de tempo, o vento começou a ficar mais forte, as nuvens baixaram bastante e a temperatura caiu mais ainda fazendo com que a gente fosse para as nossas barracas para nos proteger do frio. Mas quando foi por volta das 00:00 o frio já era quase insuportável e a sensação térmica era de -9c°.

A madrugada passou e veio sol meio tímido e aos poucos esquentando (10/14c°). Então, preparamos nosso café (pão fatiado, cuscuz, e patê de salmão) e em seguida desmontamos o acampamento. Pegamos a bike e demos continuidade a nossa aventura.

Andamos cerca de 3km e paramos para tomar o chá da folha da coca e a folha da coca para mastigar durante todo tempo. É um vaso dilatador natural e ajuda a combater o soroche (mal da montanha). Segundo os nativos ainda faltavam cerca de 37km até a parte mais alta da montanha. E a cada quilômetro que subíamos, a dificuldade só ia aumentando. Mas graças a Deus conseguimos cumprir com o nosso objetivos sem nenhum problema mecânico ou acidente.

Pedalamos por um dia e meio ate chegar na parte mais alta e levamos apenas 2:30h para descer (pra baixo todo santo ajuda!). Na descida chegamos atingir a velocidade máxima de 80km/h. Passamos por dezenas de cachoeiras, paisagens lindas que vamos levar para sempre em nossas memórias.

[Nota do blog:] se você vai pedalar pelas cidades desse roteiro, pode consultar campings, hostels, pousadas e hotéis nos links abaixo:


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