Cicloturismo: pedal Araxá – Parque Náutico da Jaguara (MG)

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2º dia (08/10/10) – 100km na estrada

Acordei cedo e animado. Desci pra tomar um café da manhã reforçado, e vi que caia uma chuva considerável. Pra minha sorte, ela não durou muito, mas foi suficiente pra atrasar minha saída e me fazer utilizar as capas do alforge e uma sacola protegendo o isolante e a barraca.

Saída sem chuva, mas com chão molhado: bike impermeável

Queria ter saído por volta das 6 da manhã mas só comecei a pedalar por volta da 8:40. Na saída da cidade fui a um posto da Polícia Rodoviária Federal me informar sobre caminhos alternativos. Tinha um caminho por estradas de terra em um mapa do circuito Serra da Canastra e vi que demoraria 2 dias para chegar a Araxá. Essa não era uma opção, então resolvi mesmo seguir a MG 428: seriam +- 100km até o Parque Nautico da Jaguara.

O caminho era lindo, e misturava trechos sinuosos (poucos) com longas retas. Apesar de não usar GPS ou ter a altimetria do percurso nos primeiros 70km tive a impressão de ser equilibrado entre subidas e descidas. Logo no início da viagem um tucano me acompanhou, voando perto durante uns 3 minutos! O ponto negativo é que a estrada não tinha acostamento, mas em compensação estava super vazia. Durante o dia de pedaladas vi apenas um ônibus e uns poucos caminhões.

Long road

Tava tão empolgado pra pedalar que nem tirei muitas fotos do percurso. Viajei com 1,5 litros d’água, e reabasteci em 2 pontos no caminho, um com 30km de pedaladas e outro com 70km. Mais pra frente ao longo do pedal outra ave me acompanhou, me parecia um gavião dessa vez.

A medida em que o dia avançava, o sol ficava forte e vinha o cansaço. Fazia umas paradas esporádicas pra beliscar algo e renovar o protetor solar. Com 70 km pedalados, depois de uma senhora subida, meu humor já estava um pouco alterado: era a fome. Apesar de beliscar algumas coisas ao longo do caminho, chega uma hora que você precisa de um rango mais caprichado.

Já eram umas 2 da tarde e quando vi um posto (com uma lanchonete!) que estava indicado no mapa sabia que estava perto, e meu mau humor com os minutos contados. Parei a bike já verde de fome e fiz um banquete com tanta coisa que nem consigo me lembrar.

Panelas ao fundo: hora do rango

Estava descansando e puxei papo com um menino que trabalhava na lanchonete. Ao perguntar se estava perto ele me disse: “uns 30 km, mas só de descida”. Como fiquei feliz ao ouvir aquilo.

Depois de um bom descanso pude constatar que era verdade. Desci tranquilamente, alternando algumas retas e ansioso por placas indicativas, pois estava doido pra chegar. Alguns carros passavam buzinando, alguns com bikes que chegavam para o Encontro de Cicloturismo, e o incentivo me ajudava a vencer o cansaço.

Percebi voando ao meu lado um urubu. Lembrei do tucano e do gavião, e comecei a ficar preocupado (hahaha). Finalmente as placas indicativas apareciam!

A chegada: placas…
… e placas!

Cheguei após 100km pedalados no Parque Náutico da Jaguara, que ficava a 10km da cidade de Rifaina (SP), e a 28km da cidade de Sacramento (MG). O cansaço já tinha ido embora, e deu lugar a aquela sensação maravilhosa que é chegar de bike. Descarreguei as malas do bagageiro de Joelma e montei minha barraca no camping, que seria minha casa nos próximos 4 dias. Outros ciclistas já estavam lá e outros chegavam para o 9º Encontro Nacional de Cicloturismo.

No próximo post faço um relato do evento, que foi demais (clique aqui para ler)!

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Veja como foi o primeiro dia de viagem: Cicloturismo em Araxá (MG)

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3 COMENTÁRIOS

  1. Meu irmão, mto bacana…
    Deve ter sido fino demais essa viagem.
    Gostei de ver a Joelma toda equipada, mto profissa…
    abração

    paz e bem.

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