Conheça o ciclismo paralímpico ou paraciclismo

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Com a realização das Olimpíadas e das Paralimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, muitos esportes começaram a ficar em evidência, chamando a atenção da população tanto para as modalidades olímpicas quanto para as paralímpicas. E um deles é o ciclismo, que, por ser um esporte conhecido, desperta muitas dúvidas na população com relação aos atletas paralímpicos.

Você sabe como funciona esta modalidade? Tem curiosidade sobre o assunto? Acompanhe nosso post e saiba tudo sobre o paraciclismo. Confira:

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O começo do ciclismo paralímpico

Este esporte começou na década de 1980. Naquela época, apenas os deficientes visuais competiam. A primeira olimpíada realizada com essa modalidade foi em 1984, em Los Angeles, quando começaram a ser incluídas modalidades específicas para os atletas especiais. Já em 1988 o ciclismo de estrada entrou no programa oficial de disputas. Somente na competição de Atlanta, em 1996, é que cada tipo de deficiência passou a ser avaliada. Nesta olimpíada foi adicionada a prova de velódromo e na de Sydney (2000) a de handcycling.

As variações do paraciclismo

Tandem sprint

É uma modalidade para ciclistas com deficiência visual. O ciclista compete em uma bicicleta dupla, com um guia no banco da frente apenas para guiar a direção.

Triciclo (tricycling)

Competem os ciclistas com algum tipo de deficiência nas pernas, usando bicicletas no formato de triciclo.

Handbike

Para atletas paraplégicos que utilizam uma bicicleta especial impulsionada com as mãos.

Competições em velódromos

O paraciclismo utiliza o velódromo para três tipos diferentes de competições:

Sprint

É uma disputa com apenas dois ciclistas por vez. Normalmente os dois pedalam lado a lado, até a parte final, onde dão o sprint. É uma prova totalmente estratégica, pois quem fica mais atrás no início se cansa menos e aproveita do final da prova para deslanchar.

Contrarrelógio

Nesta competição só entra na pista um competidor e aí vale o tempo que cada um faz para percorrer a pista, vencendo quem tiver o menor tempo.

Perseguição

Nesta última, os competidores saem lado a lado e ganha quem alcançar o outro competidor ou quem terminar a prova em menor tempo.

As regras

A diferença entre as regras basicamente foram feitas para aumentar a segurança dos competidores, que merecem um cuidado maior. Os participantes são divididos em níveis, de acordo com a sua necessidade especial:

  • LC: Locomotor Cycling (pessoas com dificuldade de locomoção);
  • LC1: atletas com prejuízos menores em função da deficiência, normalmente nos membros superiores;
  • LC2: atletas com prejuízos em apenas uma das pernas, permitindo o uso da prótese para competição;
  • LC3: atletas que só conseguem pedalar com uma perna e não podem utilizar próteses;
  • LC4: atletas com maior de grau de deficiência, normalmente amputação de um membro superior e um inferior;
  • Tandem: ciclistas com deficiência visual;
  • Handbike: atletas paraplégicos, que usam bicicletas impulsionadas com as mãos.

O Brasil no ciclismo paralímpico

Sim! O Brasil possui muitos bons atletas nessa modalidade, destacando-se em competições mundiais. Nossas melhores participações foram no Parapan-Americano de Mar del Plata (2003), conquistando duas medalhas de ouro com o atleta Rivaldo Martins e uma prata com Roberto Carlos Silva.

No Parapan-Americano seguinte, de Cali (Colômbia), Soelito Ghor conquistou o ouro nos 4km de prova de perseguição individual.

E aí, ficaram curiosos para saber como é uma prova de paraciclismo? Clique aqui e assista a um vídeo super bacana falando sobre Handbike! Quer conhecer mais sobre outras modalidades de ciclismo? Confira o nosso Especial Ciclismo: Modalidades!

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