O primeiro Bike Fit a gente nunca esquece

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Detalhe da bike na plataforma com os sensores.

Nesse post vou compartilhar com vocês a minha primeira experiência com Bike Fit. Infelizmente isso só aconteceu depois de mais de 15 anos de pedaladas. Mas antes tarde do que nunca! Posso dizer que foi um investimento que melhorou muito o meu conforto e desempenho com a bicicleta, e agora você vai saber por que.

Nesse artigo eu falo um pouco dos motivos para a minha escolha pelo bike fit, como foi, e deixo dicas finais pra quem pensa em fazer. Se você quiser um artigo bem completo sobre o assunto, eu fiz um com todos os detalhes técnicos que você pode acessar no link abaixo:

 Bike Fit Dinâmico: saiba como funciona e porque esse é o melhor sistema de ajuste da bicicleta.

Por que eu resolvi fazer um Bike Fit

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Registro do meu primeiro bike fit

Infelizmente tive que procurar o serviço de Bike Fit por um problema de saúde. Tudo começou com um quadro de Dedo em Gatilho (clique para ver o post que escrevi sobre esse problema) e tendinite no braço, fruto de muitas horas de trabalho no computador. Após tratar com bastante fisioterapia, vi que o problema era sério, e que para melhorar, deveria mudar muitas de minhas atitudes.

Além de incluir pausas no trabalho com o computador, voltei a fazer musculação com objetivo de fortalecimento. Para a bike, investi em um Guidão Borboleta (clique para ver o review que eu fiz para o site) e também no Bike Fit.

Como foi o meu primeiro bike fit

Depois de pesquisar um pouco na internet e com amigos que já tinham feito o Bike Fit, escolhi o Bike Fit BH, do Dr. Guilherme Branco. O Dr. Guilherme é fisioterapeuta, ciclista há mais de 25 anos e atende ciclistas de Belo Horizonte e em várias cidades de Minas Gerais.

[Nota do blog]: esse não é um post patrocinado. Procurei pelo serviço do Bike Fit BH após pesquisas e indicações, pagando normalmente pelo serviço. No post sobre Bike Fit Dinâmico, você encontra indicações desse serviço em outras cidades do Brasil.

Antes mesmo de começar o bike fit, o Dr. Guilherme coletou uma série de informações sobre a bicicleta: modelo, medidas, tipo do guidão, selim. Registrou também o ajuste atual da minha bicicleta (ou seja, o ajuste com o qual eu pedalava normalmente).

No início passei por alguns testes físicos e fisioterápicos e respondi a algumas perguntas sobre meus hábitos de vida e de treino com a bicicleta. Além de informar os meus objetivos com os treinos, falei também do meu problema no braço.

Depois disso, a tapa seguinte foi analisar o conjunto sapatilha/taquinho, com um equipamento que mede o alinhamento e compara os dois pés do calçado. No meu caso, havia uma diferença muito pequena de ajuste no pé esquerdo, que foi corrigida.

Feito os testes e ajustes, chegou a hora se subir na bike. Essa é a hora mais legal do bike fit: a bike é colocada em uma plataforma onde você pode pedalar simulando a resistência do asfalto. Além disso, um sistema de sensores foi ligado ao meu corpo (foto): joelhos, punhos, tornozelos.

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Detalhe da bike na plataforma com os sensores.

Essa é a hora de verificar a necessidade dos ajustes principais: eu pedalei em frente a um monitor (no cantinho esquerdo da foto) onde podia ver algumas informações em gráficos, números e imagens, como a movimentação da minha pedalada, movimento do joelho, cadência e muitas outras. A plataforma é giratória, e o mesmo processo é feito com os sensores do lado direito e esquerdo do corpo. Foi o meu momento “atleta de alto rendimento”: tecnologia pura a serviço do ciclista!

Então, durante esse processo o Dr. Guilherme foi mostrando os ajustes atuais e a necessidade de alterações de acordo com o meu objetivo. Foram feitos ajustes na posição do guidão, altura e posição do selim (um de cada vez). A cada ajuste, eu pedalava novamente para ver as mudanças na posição do corpo, conforto e  potência da pedalada.

O Dr. Guilherme explicou que o corpo leva um tempo para se adaptar ao novo ajuste, e que caso necessário eu poderia voltar lá. Mas isso não aconteceu. Abaixo eu conto as principais mudanças que percebi depois do bike fit.

O que melhorou depois do bike fit

Estou escrevendo esse post cerca de 2 meses e 1.000km depois do bike fit.

Meu principal erro era deixar o banco muito alto. Eu achava que quanto maior fosse a amplitude de movimento da articulação do joelho (sem fazer a extensão completa), mais eu aproveitaria a força de cada pedalada). Durante o bike fit eu vi que uma redução da altura do joelho permitiu um aumento da força da pedalada, além de sobrecarregar menos o meu braço, pois com o banco um pouquinho mais baixo eu reduzi significativamente a inclinação da coluna.

bike fit: antes e depois
Bike Fit: antes e depois

Na foto você percebe o antes e o depois. Repare como os ombros estavam altos antes, com uma postura um pouco tensa para as costas e os braços. Além disso, ressaltei um pouco o detalhe da posição da coluna e o “triângulo” formado pelo espaço entre a posição da perna direita e esquerda. As mudanças parecem pequenas, mas digo que altera muito o resultado. Principalmente se pensarmos em dias, meses e anos de pedaladas na mesma posição! E também nas pedaladas de longa distância, que é o que eu gosto de fazer.

3 Dicas finais sobre bike fit

1 – O Bike Fit é uma experiência pessoal. Ou seja, os ajustes e regulagens são feitos de acordo com a sua individualidade anatômica e suas condições específicas (como foi o meu caso com o braço). Nunca copie ajustes. Faça um bike fit, que vale a pena!

2 – Na linha da dica 1: procure o Bike Fit Dinâmico, pois ele irá responder melhor às suas especificidades, e encontrar o melhor ajuste pra você. Fórmulas e modelos prontos (como o bike fit online encontrado na internet) podem dar algumas boas respostas (especialmente está buscando medidas e ainda vai comprar uma bicicleta), mas nunca respostas completa.

3 – Esse foi um post com a minha experiência. Se quiser saber como funciona o bike fit dinâmico em detalhes, confira esse outro artigo que eu fiz:

 Bike Fit Dinâmico: saiba como funciona e porque esse é o melhor sistema de ajuste da bicicleta.

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